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Novo Volkswagen Tiguan: 3ª geração chega em seis meses e estreia MQB-Evo

Carro SUV Volkswagen New Tiguan prata sendo carregado em estação elétrica dentro de showroom moderno.

Com a procura global dos consumidores por SUVs em alta, o Volkswagen Tiguan já chegou a ocupar o topo do ranking de Volkswagens mais vendidos do planeta. E, dentro de seis meses, a 3ª geração vai desembarcar no mercado, depois de mais de três milhões de unidades comercializadas.

Ainda assim, pelo menos na Europa, este deverá ser um Tiguan com “prazo de validade” até 2035. Afinal, essa é a data apontada para o fim das vendas de carros novos com motor a combustão no continente.

Por isso, os alemães prepararam uma despedida à altura para o SUV - e com um projeto inédito, não apenas um facelift. Entre os destaques está a evolução da arquitetura MQB, agora batizada de MQB-Evo.

No visual, o novo Tiguan adota linhas mais arredondadas, com faróis mais afilados e horizontais, aproximando-se claramente da linguagem dos elétricos ID da Volkswagen.

O comprimento passou para 4,51 m, enquanto a altura caiu para 1,6 m. Essa redução, somada ao trabalho feito na carroceria, elevou bastante a eficiência aerodinâmica, com um Cx estimado de 0,29 - no modelo atual, é 0,34.

Grande evolução do sistema híbrido plug-in

O avanço mais interessante aparece no Volkswagen Tiguan eHybrid, o híbrido plug-in, que teve a capacidade útil da bateria duplicada: de 9 para 18 kWh úteis.

Com isso, a autonomia em modo 100% elétrico também cresceu, saindo de 49 km para algo em torno de 100 km. Ainda assim, são números que dependem de confirmação, já que o novo Tiguan ainda não passou por homologação.

Esse conjunto híbrido combina o motor 1.4 turbo a gasolina (155 cv) com um elétrico de cerca de 130 cv, formando duas versões que se diferenciam apenas via software.

Uma delas entrega potência combinada de 204 cv, com foco em autonomia; a outra sobe para mais animadores 272 cv. Nos dois casos, o torque permanece em 400 Nm, por limitações do câmbio automático DSG, de dupla embreagem e seis marchas.

Outro ponto importante é a possibilidade de carregar a bateria em corrente contínua (DC) de até 50 kW. Como alternativa, também há carga em corrente alternada (AC), agora com potência máxima melhorada de até 11 kW, o que equivale a cerca de duas horas para carregar.

Quanto aos motores a combustão, a marca reconhece que não concentrou investimentos em uma tecnologia que «tem os dias contados». Por isso, tanto as opções a gasolina quanto as Diesel não devem passar por mudanças relevantes.

As principais diferenças ficam por conta do fim da versão TDI de 120 cv e da redução de potência da antiga 200 cv para 193 cv. Já o motor TSI das versões TSI passa a contar com sistema mild-hybrid.

Primeira aplicação da MQB-Evo

No chassi, a nova arquitetura MQB-Evo traz suspensão independente nas quatro rodas (McPherson na dianteira e multibraço na traseira). O eixo traseiro chega com cambagem mais rígida e pontos de fixação da suspensão mais afastados e posicionados dentro de rodas maiores, o que ajuda a deixar a direção mais precisa e com menor relação. De batente a batente, o volante exige apenas 2,1 voltas.

O “Vehicle Dynamics Manager” é o novo «cérebro» que coordena amortecimento, direção e vetorização de torque (XDS), estreado no mais recente Golf GTI.

Como opcional, o Volkswagen Tiguan passa a oferecer o DCC Pro, sistema de amortecimento variável, agora em uma versão mais avançada. Com ele, a estabilidade em curvas aumenta e os movimentos da carroceria ficam mais contidos.

Um interior mais próximo da família ID

Na cabine do novo Volkswagen Tiguan, a influência dos elétricos da Volkswagen aparece de imediato. O primeiro sinal é a mudança do seletor do câmbio: ele sai do console central e vai para a coluna de direção, deixando a área entre os bancos dianteiros mais livre.

Nesse espaço, entra um novo seletor circular para modos de condução e programas 4×4 (nas versões correspondentes), além de comandos como volume do áudio e outras funções do painel.

O quadro de instrumentos passa a ter uma nova tela de 10,25″, e há duas opções para o display central do sistema multimídia - 12,9″ de série ou 15″ como opcional. Em ambos, a tela é levemente voltada ao motorista, como também ocorre nos modelos ID.

Além disso, toda a lógica de operação e as possibilidades de personalização seguem o sistema operacional mais recente da fabricante, lançado com o ID.7. E, na base da tela central, os controles táteis finalmente ganharam retroiluminação.

À frente do motorista, também há um head-up display mais sofisticado, projetado diretamente no para-brisa.

Em espaço interno, não houve mudanças grandes: o Tiguan segue amplo tanto em comprimento quanto em altura. Os materiais do painel são sólidos, assim como o acabamento, com um toque mais firme suavizado por uma camada fina de revestimento, tanto no painel quanto nas portas.

Ao volante do Volkswagen Tiguan

A Volkswagen nos convidou para um primeiro contato ao volante do novo Tiguan no seu enorme complexo de pistas de testes em Ehra-Lessien, a 40 km ao norte da sede em Wolfsburgo.

Por lá, havia dois Tiguan à nossa espera, um Diesel e outro a gasolina, mas sem divulgação de muitos detalhes sobre as motorizações. O objetivo era conhecer o novo interior e avaliar o comportamento com a nova geração da arquitetura MQB-Evo.

A condução foi dividida entre um trajeto com cones dentro do centro de testes e um trecho em vias públicas nos arredores de Ehra-Lessien. No circuito de cones, ficou clara a resposta mais direta da direção progressiva e o bom controle dos movimentos laterais da carroceria.

Nas estradas abertas, a atuação do DCC Pro apareceu com nitidez, tanto na forma como a suspensão encara pisos mais irregulares quanto na diferenciação mais evidente entre os modos de condução.

Para esse resultado, foi decisiva a atuação do «cérebro» que integra a gestão da suspensão, da direção e da vetorização de torque, além da possibilidade de ajustar a maciez/rigidez dos amortecedores em 15 níveis.

Salto qualitativo garantido

Mesmo com muitas informações ainda sob sigilo, não há dúvida de que a última geração do Volkswagen Tiguan promete um salto de qualidade. Isso vale tanto para a cabine mais atual e bem equipada em tecnologia quanto para a evolução do comportamento dinâmico.

No tema das motorizações, o destaque fica com o híbrido plug-in, que amplia bastante seus atributos. Entre eles, maior autonomia elétrica, consumo menor e recargas mais rápidas.

Já as versões com motor a combustão ficam, basicamente, em modo de manutenção, à medida que se aproxima o seu fim, decretado para 2035.

Quando chega?

A apresentação mundial do Volkswagen Tiguan está marcada para setembro, no salão do automóvel de Munique. Será também quando começam os pedidos, mas apenas para as versões Diesel e a gasolina. O híbrido plug-in chega três meses depois.

O início da produção, porém, está previsto somente para janeiro, com as primeiras entregas aos clientes programadas para fevereiro.

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