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Luca de Meo pede demissão e deixa o Grupo Renault

Homem de terno azul andando com pasta na mão em frente a prédio moderno com carro branco estacionado.

A saída de Luca de Meo do Grupo Renault pegou o mercado de surpresa. Aos 58 anos, o executivo italiano estava no comando como diretor-executivo havia cinco anos e vinha conduzindo o grupo francês com bons resultados em um período especialmente turbulento para a indústria.

O Grupo Renault confirmou na tarde de hoje, por meio de um comunicado, que Luca de Meo apresentou sua demissão “para abraçar novos desafios fora do setor automóvel”.

Transição no Grupo Renault até 15 de julho

O conselho de administração, presidido por Jean-Dominique Senard, aprovou a saída e deu início imediatamente ao processo de escolha de um novo CEO, seguindo o plano de sucessão já definido internamente. Até 15 de julho, de Meo seguirá no cargo para garantir a transição.

No texto oficial, de Meo declarou que “chega um momento em que sabemos que o trabalho está concluído”, destacando que os resultados atuais “são os melhores da nossa história”. Ele acrescentou que deixa “uma empresa transformada, pronta para o futuro”, com uma equipe forte e um plano estratégico traçado para a próxima geração de produtos.

Senard também fez elogios ao executivo italiano, chamando-o de “um capitão de indústria excepcional” e ressaltando o trabalho realizado: recolocar o grupo no caminho da rentabilidade ao mesmo tempo em que reforçou a gama de produtos.

“Vive la Renaulution”

Luca de Meo chegou ao Grupo Renault em 2020, depois de ter liderado a SEAT - fase em que também deixou um histórico de aumento de vendas e rentabilidade, além de ter criado a CUPRA.

No Grupo Renault, a lógica foi semelhante. Ele lançou o plano “Renaulution”, que promoveu corte de custos, elevação de margens e uma aposta forte na renovação do portfólio, incluindo o reposicionamento para segmentos mais lucrativos.

Também liderou uma ofensiva de SUVs e inaugurou uma nova abordagem para a mobilidade elétrica, explorando o retrodesign com o lançamento do Renault 5 e do 4. Sob sua gestão, a Dacia apresentou o primeiro híbrido e o primeiro modelo no segmento C - o Bigster -, além de iniciar a transformação da Alpine em uma marca de performance com zero emissões.

E agora?

De Meo está de saída do Grupo Renault, mas o próximo destino ainda é incerto. O Le Figaro informou que ele assumirá o cargo de diretor-geral do grupo de luxo Kering, dono das marcas Gucci, YSL e Balenciaga. Até o momento, porém, não existe confirmação oficial.

Sucessão e o desafio do próximo CEO

Falta cerca de um mês para Luca de Meo deixar definitivamente o Grupo Renault, e a atenção agora se volta para o sucessor. Seja quem for, terá de continuar guiando o grupo francês em um cenário complexo - das tarifas à velocidade da adoção da eletrificação… A tarefa promete ser desafiadora.

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