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Teste do Mazda3 e-Skyactiv-G mild-hybrid 24 V (150 cv): vale a economia?

Carro Mazda3 Hybrid vermelho em exposição interna com rodas prata e detalhes modernos.

Assim como aconteceu no CX-30, o Mazda3 também passou a combinar o motor 2,0 l aspirado - aqui na configuração de 150 cv - com um sistema mild-hybrid de 24 V, além de estrear a nova versão Homura.

Junto com a mudança de nome do conjunto mecânico japonês - que agora atende por e-Skyactiv-G - a eletrificação promete reduzir emissões e consumo, além de deixar o start & stop mais ágil.

A questão é saber se esses ganhos realmente aparecem no uso real ou se são tão discretos que mal se notam.

É mais econômico?

Como o mild-hybrid não tem as mesmas capacidades de um híbrido tradicional, ele não entrega uma queda drástica no consumo. Ainda assim, é difícil negar que a adição do sistema deixou o Mazda3 mais econômico em algumas situações.

O cenário em que a diferença mais aparece é o uso urbano, justamente onde o mild-hybrid entra em ação com mais frequência, ajudando a aliviar o trabalho do motor em arrancadas e acelerações.

Nessas condições, o consumo ficou na faixa de 7,5 l/100 km, algo em torno de meio litro a menos do que no Mazda3 com o mesmo motor, mas sem o mild-hybrid.

Já na rodovia, é o sistema de desativação de cilindros que permite chegar a médias de 6,0 l/100 km - de novo, cerca de meio litro abaixo do registrado pela versão sem eletrificação.

Ainda assim, há um ponto neste Mazda3 mild-hybrid que pode reduzir esse potencial de economia e que já vinha do modelo anterior: o escalonamento do câmbio manual de seis marchas é longo demais e acaba atrapalhando o consumo quando resolvemos aproveitar o bom comportamento dinâmico do Mazda3.

Sempre que fiz isso, as médias subiram com facilidade para valores entre 7,5 l/100 km e 8,0 l/100 km, bem acima do que consegui em propostas semelhantes, mas com motores turbo, nas mesmas circunstâncias.

O mesmo Mazda3 de sempre

Mesmo com a adoção do sistema mild-hybrid, o motor aspirado do Mazda3 segue entregando uma experiência de condução distinta da maioria dos rivais - e, em tempos de "turbodependência", isso pode não impressionar alguns motoristas.

No fim das contas, com este 2,0 l aspirado, cujo torque máximo só aparece a 4000 rpm, a combinação com o escalonamento longo do câmbio faz com que seja necessário recorrer a ele com frequência.

Seja para encarar subidas mais fortes ou para realizar uma ultrapassagem - algo que vira rotina na estrada quando rodamos com o cruise control ativado -, o pé esquerdo e a mão direita não terão muito descanso se a ideia for "espremer" os 150 cv.

Dito isso, o câmbio manual da Mazda continua entre as referências do segmento quando o assunto é tato e curso.

Por fim, existe a questão fiscal: por ter 2,0 l de cilindrada, o motor do Mazda3 acaba penalizado no IUC, algo que não ocorre com a maioria dos concorrentes.

Esses rivais conseguem tirar potência equivalente de motores com cilindrada mais "amigas" da tributação, graças ao auxílio de um turbocompressor.

É o carro certo para você?

O tempo passa, mas o Mazda3 segue como uma das opções mais interessantes para quem realmente gosta de dirigir.

Seu comportamento dinâmico o coloca entre os melhores do segmento nesse quesito e, em certos momentos, chega a ser um carro divertido ao volante.

Com o sistema mild-hybrid, ele ficou um pouco mais econômico, especialmente no uso urbano. Em contrapartida, os bancos traseiros um tanto "sombrios" - por conta da linha de cintura alta e das janelas pequenas, de baixa altura - e o porta-malas apenas mediano fazem com que o Mazda3 não seja a escolha mais indicada para famílias dentro do segmento.

Por fim, a boa robustez e a sensação geral de qualidade dos materiais tornam este Mazda3 uma alternativa interessante aos premium alemães.


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