Aí está ele! Sempre que uma nova geração do BMW M3 e do BMW M4 aparece, a cobrança vem alta - afinal, ao longo de décadas (especialmente o M3, por ser o mais antigo), eles viraram a régua com que todo mundo compara os demais. Com este BMW M4 Competition (G82), a história não muda.
Tudo indica que a BMW M não economizou trabalho para recolocar o novo M4 no posto de referência, depois de um antecessor (F82) que precisou de tempo - e de algumas versões - para convencer de vez.
Será que o M4 Competition é mesmo um degrau acima? Acompanhe o Diogo neste primeiro teste em solo português: ele conta tudo sobre o novo M4 e, principalmente, quanto vale a nova “arma” da BMW M.
BMW M4 Competition (G82) e a volta ao papel de referência
O objetivo aqui parece claro: devolver ao M4 a sensação de “carro-padrão” da categoria, com respostas mais afiadas e um conjunto mais coerente do que no ciclo anterior. E, pelo que este primeiro contato mostra, a BMW M foi atrás desse resultado sem meias-medidas.
BMW M4 (e M3) para todos os gostos
Nunca houve tanta variedade de versões na história do M3 - e, mais recentemente, do M4. O ponto em comum entre todas elas é o S58, um seis cilindros em linha turbo de 3,0 l. No caso deste M4 Competition, ele entrega vigorosos 510 cv e 650 Nm. Ainda assim, existe uma alternativa mais “soft”, com 480 cv e 550 Nm, destinada às configurações “normais” do M4 e do M3.
Daqui em diante, as diferenças só aumentam. O BMW M4 “normal” será o único a oferecer câmbio manual (seis marchas), enquanto o M4 Competition vem com câmbio automático de oito marchas. Não se trata, porém, de uma transmissão de dupla embreagem como no antecessor, e sim de um conjunto com conversor de torque - uma escolha que, ao que tudo indica, não tirou a rapidez das trocas.
Tanto o M4 quanto o M4 Competition seguem com tração traseira, mas, pela primeira vez na história desses esportivos (e do M3), ainda neste ano chega uma opção com tração nas quatro rodas. Essa variante deriva das versões Competition - ou seja, vem sempre com a calibração mais forte do motor (510 cv) e com o câmbio automático.
Assim como acontece nos maiores M5 e M8, também nos M4 Competition e M3 Competition com tração integral será possível “desligar” o eixo dianteiro em modos específicos, preservando a experiência típica de um carro de tração traseira.
Além dessas versões, também é esperado ainda este ano o lançamento do BMW M4 Cabrio e, em 2022, talvez a configuração mais aguardada: a perua M3 Touring. Uma variação inédita - e uma das mais pedidas ao longo de todas as gerações do M3.
40 mil euros em opcionais
O BMW M4 Competition parte de 121 000 euros, mas a lista de opcionais é grande - e passa tanto por escolhas de visual quanto por itens que interferem diretamente no desempenho dinâmico do cupê.
A pintura da unidade testada, BMW Indiviudal Azul Frozen Portimão, por exemplo, acrescenta 3550 euros. E dá para ir bem além.
Opcionais que puxam o preço para cima
Quer freios de carbono-cerâmica que não arrefecem nunca? 8500 euros. O M Driver’s Package que, entre outras coisas, eleva a velocidade máxima de 250 km/h para 290 km/h? 2550 euros. E aqueles bancos concha com visual espetacular em fibra de carbono? 3930 euros. A lista continua, com muitos itens custando quatro dígitos.
Como o Diogo comenta no vídeo, com esse pacote de extras dá para comprar um BMW Série 1!
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