Visual e cabine dos BMW X3 e X4
Os BMW X3 e X4 entram naquela etapa muitas vezes chamada de “meia idade” e, para continuarem competitivos em um dos segmentos mais disputados do mercado, a marca alemã decidiu atualizá-los.
No lado de fora, o que mais chama atenção é o visual: fica impossível não notar o crescimento evidente da grade frontal dos dois SUVs, com o tradicional “duplo rim” acompanhando as tendências “em voga” na BMW.
Mas as alterações externas não param por aí. Há novos faróis dianteiros em LED, para-choques redesenhados na dianteira e na traseira e, no caso do X3, novas lanternas traseiras em LED com efeito tridimensional.
Por dentro, os BMW X3 e X4 adotaram a console central do Série 4. De série, trazem uma tela central de 10,25” e, como opcional, ela pode ser a maior de 12,3”. O conjunto deixa o painel com um ar mais atual e reforça a tendência de reduzir, gradualmente, a presença de comandos físicos.
Equipamentos de série e opcionais
Com a proposta de “facilitar a vida” dos clientes, a BMW ampliou o conteúdo de fábrica (incluindo, por exemplo, bancos esportivos e ar-condicionado de três zonas) e, ao mesmo tempo, cortou em 30% as linhas de equipamentos e a lista de opcionais.
Eletrificar é a ordem
A reestilização dos X3 e X4 também foi aproveitada para eletrificar todas as motorizações de quatro e seis cilindros, agora combinadas a um sistema mild-hybrid de 48 V. Assim, os três motores a gasolina oferecidos nos dois modelos seguem o caminho dos três Diesel da linha, que já tinham recebido eletrificação em 2020.
Diesel, gasolina e híbrido plug-in: os números
Nas versões Diesel, a oferta começa no xDrive20d, com 190 cv e 400 Nm a partir de um quatro cilindros 2,0 l; acima vem o xDrive30d, com 286 cv e 650 Nm; e o topo é o M40d, com 340 cv e 700 Nm. Nos dois últimos, o motor é um seis cilindros em linha de 3,0 l.
Entre os motores a gasolina, a porta de entrada é o xDrive20i, que entrega 184 cv e 300 Nm com um quatro cilindros em linha 2,0 l. Na sequência aparece o xDrive30i: ainda com o 2,0 l, mas com 245 cv e 350 Nm. No topo, o M40i utiliza um seis cilindros em linha 3,0 l, com 360 cv e 500 Nm.
Para completar a gama do X3, há a opção híbrida plug-in, que combina um motor elétrico de 109 cv integrado ao câmbio com um motor a gasolina de 184 cv e 300 Nm. No total, são 292 cv de potência máxima combinada e 420 Nm de torque máximo combinado.
Em todas as versões, além da tração integral, há câmbio automático de oito marchas - e, nos M40i e M40d, ele aparece na configuração Steptronic Sport.
E as versões M?
Como era esperado, as mudanças também chegaram às versões M dos BMW X3 e X4, com os principais destaques “guardadas” para os potentes X3 M Competition e X4 M Competition.
S58 atualizado e desempenho
Embora mantenham o S58 - seis cilindros em linha biturbo de 3,0 l com 510 cv -, o torque máximo cresceu 50 Nm e passou a 650 Nm. O avanço veio por adotarem a evolução mais recente desse motor, estreada nos M3 e M4, que inclui um virabrequim mais leve e um cabeçote redesenhado.
Com o ganho de torque, o 0 a 100 km/h agora é feito em 3,8s (0,3s mais rápido), enquanto a velocidade máxima segue em 250 km/h (limitada eletronicamente e que pode aumentar para 285 km/h com o M Driver’s Package).
Com a suspensão M Sport oferecida de série, os X3 M e X4 M também passaram a contar com um modo específico no sistema M Dynamics que permite maior patinagem das rodas traseiras - para facilitar as proezas dos dois SUVs na “arte” do… drift.
Ainda sem preços divulgados, o X3 M, o X4 M e suas versões Competition chegam já no próximo mês de agosto. Já os BMW X3 e X4 “normais” também têm chegada ao mercado marcada para o verão deste ano.
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