Em um carro “normal”, a marcha a ré vem integrada ao próprio câmbio. Só que o Aston Martin Valhalla tem muito pouco de “normal”: na transmissão, não existe uma engrenagem dedicada para recuar.
Como o Aston Martin Valhalla faz marcha a ré
Então, de que jeito ele anda para trás?
Quando o motorista escolhe “R” para dar ré, o câmbio simplesmente entra em ponto morto. A partir desse momento, quem assume são os motores elétricos do eixo dianteiro. E eles fazem exatamente o inverso do que costumam fazer: passam a girar no sentido contrário. Simples assim.
Isso é uma consequência direta de usar um conjunto híbrido, no qual os motores elétricos da dianteira não têm qualquer ligação física com o V8 biturbo instalado atrás dos ocupantes. Além de responderem pela tração, pela vetorização de torque e pela recuperação de energia, também ficam encarregados de fazer o Valhalla se mover em marcha a ré.
Por que eliminar a engrenagem de marcha a ré
A escolha se sustenta em motivos estritamente técnicos. Ao dispensar uma marcha a ré mecânica, dá para reduzir peso, complexidade e o espaço ocupado dentro do câmbio. Com isso, a solução fica mais elegante, mais leve e mais eficiente.
Outros híbridos que usam a mesma solução
Mesmo assim, o Aston Martin Valhalla não está sozinho nessa. Híbridos da Ferrari e da McLaren também recorrem aos motores elétricos para substituir a marcha a ré mecânica.
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