Ao escolher um SUV compacto, três perguntas quase sempre definem a decisão: qual é o espaço disponível, que tipo de motorização ele oferece e o quanto consegue se encaixar na rotina do dia a dia.
É justamente nessas três frentes que o novo Opel Frontera tenta entregar uma resposta clara. Em um mercado no qual os modelos ficam cada vez mais focados - seja pelo tipo de propulsão, seja pelo perfil de uso -, a proposta da Opel vai por outro caminho: reunir diferentes soluções partindo de uma mesma base.
Trunfo fácil de medir
Espaço. É aqui que o Opel Frontera fica mais simples de entender. Com 4,39 metros de comprimento, ele chega a um porta-malas com 460 litros de capacidade, volume que pode aumentar para 1600 litros com todos os bancos traseiros rebatidos.
Mais importante do que os números, porém, é como esse espaço pode ser aproveitado: o modelo é oferecido com configurações de cinco ou sete lugares, algo pouco comum neste segmento.
Quando a terceira fileira não está em uso, o Frontera ainda mantém 370 litros de volume no porta-malas. E, caso isso não baste para as viagens, ele também admite uma carga estática no teto de até 240 kg.
Duas soluções distintas
A ideia de versatilidade e flexibilidade da cabine se repete na oferta de motorizações, que foi organizada em duas propostas bem diferentes.
De um lado, há a versão 100% elétrica, disponível com dois tipos de baterias conforme a necessidade de autonomia; do outro, existe a opção híbrida com sistema de 48V, voltada a um uso mais eficiente e pensada para quem quer ir além do ambiente urbano.
No Frontera elétrico, o conjunto traz sempre um motor de 83 kW (113 cv), que pode trabalhar com uma bateria LFP de 44 kWh, garantindo autonomia de até 309 km, ou com uma bateria NMC de 54 kWh, para autonomia de até 401 km.
Já as versões híbridas utilizam sempre o mesmo motor 1.2 a gasolina de três cilindros, combinado com um motor elétrico de 21 kW (29 cv), uma bateria de 0,43 kWh (úteis) e um sistema elétrico de 48 V. Ainda assim, há dois patamares de potência disponíveis: 110 ou 145 cv. Tudo isso é administrado por um câmbio automático de dupla embreagem com seis marchas.
Independentemente da potência escolhida, existe um dado que permanece igual: o consumo. Nas versões híbridas, a Opel sempre informa consumo combinado de 5,2 l/100 km.
Detox digital
A terceira questão - como o carro se ajusta às necessidades do dia a dia - começa pelo interior. A Opel buscou reduzir ao máximo a quantidade de interações exigidas durante a condução.
A ideia é ter menos camadas de menus e submenus, eliminar itens repetidos e concentrar quase tudo no que realmente se usa ao dirigir, dentro de um conceito que a marca chama de «detox».
Nas versões de entrada, o carro vem com painel de instrumentos colorido de 10’’ e um suporte central para acomodar o smartphone. Nas configurações mais completas, o suporte dá lugar a um sistema de infoentretenimento (também com tela de 10’’), o ar-condicionado deixa de ser manual e passa a ser automático, e o console central passa a incluir carregamento por indução para dispositivos móveis.
Em movimento, essa lógica segue a mesma linha. A calibração da suspensão e da direção prioriza estabilidade e previsibilidade.
Robusto e funcional
No design, o Opel Frontera aposta em um visual robusto e funcional. As proteções em plástico e a altura do solo em torno de 18,5 cm traduzem bem a proposta de versatilidade: ele se adapta ao uso urbano, mas não se intimida com uma saída por uma estrada de terra.
As linhas mais retas da carroceria e os volumes bem marcados também reforçam essa leitura - algo que se percebe igualmente por dentro. Por ser um modelo pensado para uso intenso, a montagem é precisa e os materiais são resistentes em toda a cabine.
Quanto custa?
Em Portugal, o Opel Frontera é vendido com preços a partir de 23 030 euros na versão híbrida de 110 cv, com o nível de equipamento mais básico (Edition). A opção híbrida mais forte, com 145 cv, parte de 24 530 euros.
As versões 100% elétricas começam em 27 490 euros com a bateria de 44 kWh e em 29 490 euros nas configurações com a bateria de maior capacidade (54 kWh).
Seja qual for a motorização, por mais 3500 euros é possível optar pelo nível de equipamento superior, chamado GS, que permite (apenas nas versões híbridas), por mais 790 euros, levar sete lugares a bordo.
Nota: Preços com campanha comercial aplicável a pessoas físicas, acresce DLTP. Válido nas concessionárias Opel participantes até 30/04/2026.
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